A CV Fact verificou este conteúdo e determinou que é inconclusivo, pois, as várias informações disponíveis (ver links) e as fontes oficiais contactadas pela CV Fact não permitem chegar a uma conclusão precisa, nem estabelecer uma relação de causa-efeito científica, entre as mortes e as estadias na ilha do Sal, predominando uma série de suposições e sem confirmação de um eventual surto de Shigella, na ilha, por parte das autoridades oficiais sanitárias, nacionais e internacionais, como a OMS ou o Instituto Nacional de Segurança Pública de Cabo Verde (INSP).
Para chegar a este veredicto, a CV Fact entrou em contacto com o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) que disponibilizaram alguns esclarecimentos emanados pelo país sobre o caso, mas sem confirmação de um surto de Shigella em Cabo Verde.
Ou seja, nesses esclarecimentos, o governo afirma que não existem evidências epidemiológicas públicas que confirmem surto ativo no país, como se pode verificar através do link:
https://www.facebook.com/100084008084110/posts/876090651867863/?rdid=BocFk4xUVvmyhJ7H#.
Também o jornal Expresso (de Portugal) publicou um artigo sobre o caso, declarando que as autoridades de saúde cabo-verdianas admitem a existência da bactéria mas negam o surto:
https://www.facebook.com/100064858265624/posts/1390334859805110/?rdid=pDNzVMCQV5X6GCIV#.
E, em comunicado enviado ao Correio da Manhã, Cabo Verde garantiu que “as autoridades de saúde não identificaram qualquer surto oficial no país e não receberam notificações formais de organismos internacionais que identifiquem Cabo Verde como origem de um foco epidemiológico”.
Atestando esta falta de evidências que remetam para a confirmação de um surto de Shigella no país, a própria OMS também não desmentiu nem confirmou a existência de um surto à CV Fact, numa série de perguntas enviadas.
Aliás, a própria OMS remete para esclarecimentos junto do INSP, que também não prestou informações sobre resultados de análises e remeteu para comunicados oficiais do Governo nesta matéria.
Contudo, é verdade que o Ministério da Saúde admitiu, publicamente, a existência de casos isolados de Shigella nas ilhas turísticas, tendo sido detectada a presença da bactéria Shigella Sonnei em amostras de água de rega e produtos frescos, num total de 156 amostras testadas, incluindo água para consumo humano, alimentos frescos, superfícies de manipulação, manipuladores, água de rega e amostras clínicas.
Também é factual que o European Centre for Disease Prevention and Control menciona surtos anteriores ocorridos entre 2022–2023 e em 2025, mas não faz referência a surtos em 2026, embora destaque a existência de uma fonte persistente de infeção ou transmissão contínua desde 2022.
Por sua vez, o grupo RIU, também contactado pela CV Fact, negou a existência de um surto de Shigella nos seus resorts, declarando que fazem análises periódicas laboratoriais na água e nos alimentos e que cumprem as normas de segurança.






